
Tenho achado pouquíssimo... Passei um mês inteiro sem achar nada além de Processo Penal, Trabalho, Ambiente, retetéu e pardais ao ninho.
E hoje é dia do Trabalhador e abstenho-me de achar o que quer que seja para transcrever palavras sobre os dias de hoje escritas em 1891 por um Nostradamus português que dava pelo nome de Eça de Queirós.
«Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura. »
Eça de Queirós, in 'Correspondência'


Hoje fui um dia cansativo, mas compensador, de onde espero que saiam pequenas grandes coisas, que são grandes para mim. Mas a seguir caí e rasguei as collants e depois tive de comprar outras na estação de comboios.
Tenho caído muito, nos últimos tempos. Umas vezes sozinha, outras vezes empurrada. E há quedas que doem mais do que rasgar o joelho. Há quedas que doem que se farta...
Seja lá por que razão, certo é que hoje me levantei. E levantei-me com esperança - não muita, que, nestas coisas, é melhor não ser demasiado optimista (já dizia Isabel I e, com a mãe que tinha, essa é que sabia). E com esperança hei-de fazer o meu dia-a-dia. Esperança de que não vá passar o inferno dos recém-licenciados, esperança na boa razão das pessoas, esperança de que as quedas que tenho dado me tenham oferecido um caminhar mais firme e mais força para ultrapassar as pedras do meu caminho.
: por aqui
Não está divertidíssimo?!
... mas não necessariamente as vontades! Ou então mudam-se as vontades mas não necessariamente os tempos... Não é genial?!
: coisasJá é dia dos Namorados. O Google sabe disso e tudo.
O Dia de S. Valentim usa o nome de um bispo que secretamente celebrou casamentos na Roma Antiga, contra a proibição do Imperador Cláudio II, que acreditava que os jovens seriam mais bem sucedidos no campo de batalha se não tivessem família. Preso e condenado à morte, Valentim foi exaltado por muitos, que procuraram dirigir-lhe palavras de conforto nas vésperas da sua execução, que se deu a 14 de Fevereiro de 270. Uma dessas pessoas foi uma jovem cega que, filha do carcereiro de Valentim, conseguiu visitá-lo, acabando por apaixonar-se por ele e, arguidamente, recuperar a visão.

Este Natal a dois leva o mundo inteiro às compras, deprime alguns e alegra outros. Uma homenagem ao amor, com corações e ursos de peluche.
Conversa telefónica - uma daquelas...
Ela: Escritório de Advogados, boa tarde. Quem fala?
Eu: Boa tarde. Daqui fala Sara Leitão. Estou a telefonar para saber como posso candidatar-me a um estágio no vosso escritório.
Ela: Pode enviar o currículo.
Eu: Pois... Para onde?
Ela: Por carta ou por email.
Eu: E para que email?
Ela: Para ...@....pt.
Eu: Certo. Obrigada.
Ela: Mas o Dr. está reformado. (ainda bem que se lembrou disso agora e não com clientes à espera de serem atendidos!)
Eu: Ah... Então a sociedade não opera?
Ela: Opera. Mas o Dr. está reformado. (Já ouvimos.. So what?!)
Eu: Então já não envio o currículo?
Ela: Vai dirigir-se a quem? (E eu é que sei?!)
Eu: Pois, não sei, a quem administre as candidaturas...
Ela: Ah, à Dra.. Mas eu acho que ela agora tem um estagiário.
Eu: Pronto, obrigada na mesma.
Ela: De nada. Mas tente.
Eu: Obrigada. Boa tarde.
Se calhar não...

Pronto, é desta que acabam com a Constituição.
Diz o Público que a base de dados da PSP contém informações sobre a religião, convicções políticas e filiação sindical e, como se, só por si, isto não fosse já suficientemente mau, parece que não distingue as informações em função do seu crédito ou fiabilidade.
Pois bem, eis o cenário: há cerca de um ano, o Ministro da Administração Interna pediu à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) um parecer sobre um novo projecto de legislação que permitisse adaptar as bases de dados da PSP à nova realidade tecnológica. A CNPD pronunciou-se no sentido da inconstitucionalidade das propostas avançadas. Além de uma levezinha inconstitucionalidade material que é a violação desta coisa da dignidade humana (eventual direito à privacidade e reserva da intimidade da vida privada e la, la, la), a CNPD apontou que a matéria é da competência reservada da AR, por se tratar de uma restrição de direitos, liberdades e garantias.
Esta resposta da Comissão, enviada em Abril do ano passado ao MAI, parece não ter sortido qualquer efeito, porquanto o SIOP (Sistema de Informações e Operações Policiais) permanece inalterado.
Viva a Democracia!

Desta vez foi com os confrontos no Egipto.
Mubarak está no poder há trinta anos, ok. Agora, depois de verem a queda do vizinho tunisino El Abidine Ben Ali, os egípcios pensaram que se calhar ali também pegava. A brincar, a brincar, entre apoiantes e contestantes do regime, o que é facto é que os protestos, que se disseminaram em Alexandria, Cairo e Suez, já mataram quase 10 pessoas e feriram mais de 500.
Outra vez: a mim faz-me muita confusão esta coisa de os Estados Unidos quererem logo intervir, reunir com toda a gente e chegar a uma conclusão muito importante, essencial para a continuidade da espécie humana, que sem eles o mundo não continuava redondo.
O caríssimo Presidente Obama, que parece querer ser mais cidadão do mundo que Sócrates, foi logo a correr recomendar ao Governo egípcio o início da transição e a Mubarak que se fosse embora. Como se as relações dos EUA com os países árabes fossem muito boas desde as pancadinhas nas costas dos israelitas...
Não sei se sou só eu, mas achava que era esse o papel dos organismos internacionais. Acho o Obama um bocadinho ocidental demais para Ban Ki-moon e muito americano para Moisés.

Hoje calcei os saltos altos para vos apresentar o Chuck e a Blair. De longe os meus personagens favoritos da Gossip Girl, o casalinho faz do Monte dos Vendavais um conto de fadas.
Ao longo das quatro temporadas da série, ela passou de uma adolescente mimada com laços na cabeça a uma versão malvada da Audrey Hepburn. Ele transformou um rapaz despenteado num homem de negócios bem sucedido aos 20 anos, mais cruel do que o Conde de Sade.
Jóias, restaurantes, hóteis... Disto é feita a sua vida. Mas quem pensa que é o tédio que melhor a descreve desengane-se. Nada é entediante ao pé destes dois. Mestres a arruinar vidas alheias, são o dueto imbatível, salvo, claro, quando não tentam destruir-se um ao outro. Não perdem o glamour nem na mais pública humilhação. São geniais, brilhantes, divertidíssimos... Absolutamente imperdíveis!
Têm sido a minha companhia estas manhãs. Deixo um videozinho... Muito... «adequado».
XOXO





